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Dicas para manter os seios firmes e alguns mitos revelados Colágeno hidrolisado, dormir de sutiã ou spray estimulante? Contamos o que realmente ajuda a manter o decote em dia

Para ter seios firmes por muito tempo é preciso adotar alguns cuidados desde cedo. Porém, muitos mitos ainda rodam o assunto – não é necessário usar sutiã para dormir, por exemplo. Para listar dicas certeiras e descartar tantas bobagens que ouvimos por aí conversamos com o cirurgião plástico Rodrigo Mangaravite, as dermatologistas Ligia Kogos e Fernanda Casagrande, e com Samara Queiroz, personal trainer da academia Runner.

Hidratar é a ordem. AJUDA! 
Qualquer hidratante pode prevenir a flacidez da pele. No entanto, para potencializar os resultados, siga a recomendação da dermatologista Fernanda Casagrande e opte por cremes tensores com os ativos Tensine e DMAE. Essas substâncias melhoram a elasticidade e combatem a flacidez. “O legal é aplicar todos os dias pela manhã e sempre com movimento de baixo para cima”, explica a médica. Além disso, fórmulas com ácido retinóico e ácido glicólico na composição estimulam o colágeno – proteína responsável pela sustentação da pele e que impede a formação de rugas. Contudo, a dermatologista diz que é preciso usar tais recursos com moderação e orientação médica. “Esses cremes são mais fortes e devem ser aplicados nas mamas duas ou três vezes na semana, sempre em dias alternados para não machucar a pele”, diz.

Tomar colágeno hidrolisado. AJUDA! 
Apesar de não haver estudos científicos que comprovem a eficácia do colágeno hidrolisado em benefício dos seios, os resultados práticos mostram que ele pode ser um aliado da beleza, garantem os dermatologistas. Uma de suas principais funções é formar fibras que dão sustentação à pele. Fernanda prescreve uma colher de sopa do pó duas vezes ao dia aos seus pacientes. “Pela manhã e à noite, misturadas ao suco ou água”, explica. 

Spray efeito silicone. MITO! 
O spray Rodial virou até notícia no tabloide britânico "Daily Mail". Segundo o jornal, o produto substituiria uma prótese de 118 ml de silicone, mas sem efeitos comprovados. O tal frasco com poderes mágicos seria ainda o queridinho da atriz Scarlett Johansson, famosa por seu belo decote. Assim como o spray, outros cremes prometem aumentar o volume dos seios e torná-los mais firmes e empinados. Mas o que parece um sonho é na verdade uma “maquiagem cosmética” temporária. “Não aumenta nada”, garante Ligia Kogos. “Pode dar a sensação de aumento porque normalmente esses cremes têm o hormônio progesterona, que incha um pouco os seios”, completa ela. Tudo volta ao normal em poucas horas...

Com bojo é melhor. MITO! 
Não faz diferença usar sutiãs com ou sem enchimento. O bojo não prejudica os seios nem garante benefícios estéticos no futuro. “A diferença é que o bojo levanta mais o peito e dá volume”, diz Rodrigo Mangaravite. Assim, para ter seios firmes e retardar os efeitos do tempo, o correto é investir em sutiãs de qualidade com boa sustentação, independente de haver ou não bojo.

O top da academia precisa ser especial. AJUDA! 
É necessário ter muita atenção ao comprar um top de malhação. Os modelos mais largos não dão sustentação, já os muito apertados atrapalham a circulação do sangue. “Exercícios de impacto, como uma aula de jump ou uma corrida, precisam de um top justo para não forçar os seios. Mas justo não é o mesmo que apertado. Muitas mulheres acabam usando tops apertados e isso dificulta os movimentos”, conta Samara. [Leia também: O top ideal para fazer exercícios ] 

Jatos de água fria para enrijecer. MITO! 
Algumas pessoas acreditam que direcionar jatos de água fria nos seios evita a flacidez, mas não é verdade. A água gelada apenas contrai a fibra muscular por pouco tempo. “Mas é tão rápido que, em alguns minutos, a fibra relaxa e o seio volta ao normal”, afirma Fernanda.
Atividade física e boa postura. AJUDA! 
Segundo a personal trainer Samara Queiroz, exercícios que trabalham os músculos peitorais e que estimulam as regiões posturais – como costas e ombros – podem fazer maravilhas. “Quando fortalecemos a musculatura, o peito sobe e parece que é mais empinado”, explica ela. Uma boa postura também é essencial. “Com a coluna alinhada você tem a vantagem de não relaxar os músculos frontais, evitando seios e barriga flácidos”, diz.
É bom usar sutiã para dormir. MITO! 
Você já deve ter ouvido falar que dormir de sutiã retarda a flacidez dos seios. “Isso não é verdade”, garante a dermatologista Ligia Kogos. O sutiã oferece uma ótima sustentação durante o dia, mas é dispensável na hora de dormir. “Nesse período os seios sofrem menos a ação da gravidade”, completa.
Fonte : Delas / Beleza,saúde e moda com styllo

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Seios lindos e durinhos

Por que os homens gostam tanto deles? Nós descobrimos e revelamos os segredos para você mantê-los firmes e bonitos

por Redação
seios title=Foto: Stock Photos
Por Renata Rode*
Não são poucos os casos de mulheres que colocam prótese de silicone e têm a autoestima inflada do dia para a noite. Na hora da paquera, por exemplo, um belo decote pode fazer milagres. Os seios são mesmo preferência nacional (a segunda, porque a primeira é o bumbum, disso todas nós sabemos). E eles precisam de cuidados especiais – que você vai conhecer agora – para ficarem sempre firmes e bonitos. Mas, antes, já parou para pensar por que os seios encantam tanto os homens?
Para a psicóloga Valéria Rocha Brasil, o seio é a representação simbólica da feminilidade, seja porque está ligado à maternidade (é fonte de vida, alimento, afeto e aconchego) ou associado à sexualidade (fonte de prazer, erotismo e sensualidade). “Um diferencial atrativo de uma mulher para um homem são os seios devido à representação simbólica que eles exercem na psiqué masculina. Os homens são mais aguçados pela visão do que as mulheres por fatores biológicos (cerebrais e hormonais), culturais e emocionais”, explica.
Para a atriz e apresentadora Andréa Nóbrega, a vida mudou após a cirurgia de colocação de prótese de silicone. “Isso melhorou minha autoestima em 100%. Eu amamentei meus dois filhos, os gêmeos Maria Fernanda e João Victor, agora com 10 anos, e, logo em seguida, meus seios ficaram ‘caidinhos’. Então, fui ao médico e coloquei silicone. Não gostei do resultado, daí troquei por uma prótese mais moderna que dura cerca de 10 anos e tem uma aparência mais natural”, conta.
Seios durinhos sem cirurgia!
Mas se você não é muito adepta de cirurgias, existem tratamentos não cirúrgicos que apresentam ótimo resultado, como é o caso da microdermoabrasão (peeling de cristal) com infusão de vitamina C. Outra opção (uma das mais modernas) para firmar os seios é o uso da radiofrequência e infravermelho.
No entanto, antes de pensar em fazer qualquer tratamento ou cirurgia, o ideal é cuidar bastante – em casa mesmo! – da pele dessa região, que é mais sensível. “A pele do seio é bem mais fina e frágil do que a do restante do corpo. Por isso, é alvo de estrias, flacidez, manchas pós-sol, envelhecimento precoce etc. É necessário usar cremes hidratantes que contenham elastina, colágeno, vitamina C e DMAE para promover a firmeza”, explica Fernando Bezerra, especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Para ter os seios sempre belos, invista em cremes e óleos, aplicando-os diariamente. Os cremes ajudam porque promovem hidratação e nova síntese de colágeno dérmico e elastina – que conferem firmeza –, além da matriz extra-celular que melhora o viço da pele.
O dermatologista também orienta suas pacientes a praticarem exercícios físicos moderados para trabalhar o peitoral. “Mas nada exagerado, para não forçar o aumento do músculo e, com isso, aumentar as estrias e piorar a flacidez. Até mesmo o emagrecimento demasiado pode afetar essa área. O ideal é ter manter o equilíbrio sempre”, alerta Bezerra.
Além dos exercícios, alguns tipos de sutiãs dão ótima sustentação aos seios.
Agora que você já conhece os cremes, exercícios e sutiãs firmadores, é só caprichar nos cuidados e arrasar no decote!
Serviço:
Valéria Rocha Brasil, psicóloga.
www.rochabrasil.com.br
Fernando Bezerra, pós-graduado em Medicina Estética pela Sociedade Brasileira de Medicina Estética, Membro da Associação Paulista de Medicina e Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.
www.clinicafb.com.br
*Renata Rode é jornalista, escritora e consultora de relacionamento. Escreve sobre teorias do universo feminino e masculino para o seu próprio site e diversos outros veículos. Acesse:www.separadoedai.com.br e mande uma mensagem!

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CÂNCER DE COLO DE ÚTERO

Câncer de colo de útero, também conhecido por câncer cervical, é uma doença de evolução lenta que acomete, sobretudo, mulheres acima dos 25 anos. O principal agente da enfermidade é papilomavírus humano (HPV), que pode infectar também os homens e estar associado ao surgimento do câncer de pênis.
Antes de tornar-se maligno, o que leva alguns anos, o tumor passa por uma fase de pré-malignidade, denominada NIC (neoplasiaintraepitelial cervical), que pode ser classificadaem graus I, II, III e IV de acordo com a gravidade do caso.
Embora sua incidência esteja diminuindo, o câncer de colo de útero ainda está entre as enfermidades que mais atingem as mulheres e levam a óbito no Brasil.
Felizmente, as estatísticas estão mostrando que 44% dos casos diagnosticados no País são de lesão in situ precursora do câncer, que ainda está restrita ao colo e não desenvolveu características de malignidade. Nessa fase, a doença pode ser curada na quase totalidade dos casos.
Tipos de tumor
Os dois tipos mais frequentes de tumor maligno de colo de útero estão associados à infecção pelo HPV. São eles: os carcinomas epidemoides (80% dos casos) e os adenocarcinomas (20% dos casos).
Fatores de risco
A infecção pelo HPV, responsável pelo aparecimento das verrugas genitais, representa o fator de maior risco para o surgimento do câncer de colo de útero. Apesar de existir mais de uma centena de subtipos diferentes desse vírus, somente alguns estão associados ao câncer de colo uterino. São classificados como de alto risco os subtipos 16, 18, 45, 56; de baixo risco, os subtipos 6,11,41,42 e 44 e de risco intermediário, os subtipos  31, 33, 35, 51 e 52.
Podem ser citados, ainda, como fatores de risco:
1) início precoce da atividade sexual;
2) múltiplos parceiros sexuais ou parceiros com vida sexual promíscua;
3) baixa da imunidade;
4) cigarro;
5) más condições de higiene.
Sintomas
Nas fases iniciais, o câncer de colo de útero é assintomático. Quando os sintomas aparecem, os mais importantes são: 1) sangramento vaginal especialmente depois das relações sexuais, no intervalo entre as menstruações ou após a menopausa; 2) corrimento vaginal (leucorreia) de cor escura e com mau cheiro.
Nos estágios mais avançados da doença, outros sinais podem aparecer. Entre eles, vale destacar: 1) massa palpável no colo de útero; 2) hemorragias; 3) obstrução das vias urinárias e intestinos; 4) dores lombares e abdominais; 5) perda de apetite e de peso.
Diagnóstico
A avaliação ginecológica, a colposcopia e o exame citopatológico de Papanicolaou realizados regular e periodicamente são recursos essenciais para o diagnóstico do câncer de colo de útero. Na fase assintomática da enfermidade, o rastreamento realizado por meio do Papanicolaou permite detectar a existência de alterações celulares características da infecção pelo HPV ou a existência de lesões pré-malignas.
O diagnóstico definitivo, porém, depende do resultado da biópsia. Nos casos em que há sinais de malignidade, além de identificar o subtipo do vírus infectante, é preciso definir o tamanho do tumor, se está situado somente no colo uterino ou já invadiu outros órgãos e tecidos (presença de metástases). Alguns exames de imagem (tomografia, ressonância magnética, RX de tórax) representam recursos importantes nesse sentido.
Prevenção
A prevenção do câncer de colo de útero está diretamente associada ao esclarecimento e avanço educacional da população a respeito dos fatores de risco e de como evitá-los.  Dada a importância do diagnóstico precoce, as mulheres precisam ser permanentemente orientadas sobre a necessidade de consultar o ginecologista e fazer o exame de Papanicolaou nas datas previstas, como forma de identificar possíveis lesões ainda na fase de pré-malignidade.
No entanto, a vacinação das meninas  nos primeiros anos de vida contra o HPV continua sendo medida preventiva bastante eficaz, apesar de não proteger contra todos os subtipos do vírus.
Vacinas
Existem duas marcas de vacinas aprovadas para prevenir a infecção por determinados subtipos do HPV, alguns deles responsáveis pela maioria dos casos de câncer de colo uterino.
A vacinação é recomendada para meninas ainda na infância, em três doses, antes do início da atividade sexual.  No entanto, como ainda não há vacinas contra todos os subtipos do vírus, que são muitos, mulheres já vacinadas devem continuar fazendo o exame preventivo de rastreamento, o Papanicolaou, que é oferecido também pelo SUS nas Unidades Básicas de Saúde.
Tratamento
Parte das mulheres sexualmente ativas, que entra em contato com o HPV, pode debelar a infecção espontaneamente ou com tratamento médico pertinente. Caso isso não ocorra, o tratamento tem por objetivo a retirada ou destruição das lesões precursoras pré-malignas.
No entanto, uma vez confirmada a presença de tumores malignos, o procedimento deve levar em conta o estágio da doença, assim como as condições físicas da paciente, sua idade e o desejo de ter, ou não, filhos no futuro.
A cirurgia só deve ser indicada, quando o tumor (carcinoma in situ) está confinado no colo do útero. De acordo com a extensão e profundidade das lesões, ela pode ser mais conservadora ou promover a retirada total do útero (histerectomia).
A radioterapia externa ou interna (braquiterapia) tem-se mostrado um recurso terapêutico eficaz para destruir as células cancerosas e reduzir o tamanho dos tumores. Apesar de a quimioterapia não apresentar os mesmos efeitos benéficos, pode ser indicada na ocorrência de tumores mais agressivos e nos estádios avançados da doença.
Recomendações
* Não existe idade mínima para as meninas receberem as vacinas disponíveis contra a infecção pelo HPV, apesar de a orientação ser ministrá-la a partir dos 9 anos de idade;
* Toda mulher precisa estar consciente de que o exame de Papanicolaou realizado periodicamente representa uma estratégia de rastreamento do câncer de colo uterino que pode salvar vidas.
* Nunca é demais ressaltar, que o uso da camisinha em todas as relações sexuais é um cuidado indispensável contra a infecção não só pelo HPV, mas também por outros agentes de doenças sexualmente transmissíveis.
Fonte : Quintess / Beleza,saúde e moda com styllo

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Câncer do Colo do Útero

Este é o terceiro câncer que mais mata no Brasil. É uma doença que pode ser prevenida, estando diretamente vinculada ao grau de subdesenvolvimento do país.



FATORES DE RISCO

São vários os fatores de risco identificados para o câncer do colo do útero:
  • Fatores sociais (baixa condição sócio-econômica)
  • Hábitos de vida 
(má higiene e o uso prolongado de contraceptivos orais)
  • Atividade sexual antes dos 18 anos
  • Gravidez antes dos 18 anos
  • Vício de fumar (diretamente relacionado ao número de cigarros)
  • Infecção por Vírus Papilomavírus Humano (HPV) 
e o Herpesvírus Tipo II (HSV)
  • Muitos parceiros sexuais
O vírus do papiloma humano (HPV) está presente em 94% dos casos de câncer do colo do útero. 
Todas as mulheres, com vida sexual ativa, devem se submeter ao exame preventivo periódico, inclusive as grávidas e histerectomizadas. 
A princípio o exame deve ser feito a cada ano, seguindo posteriormente orientação médica conforme achados.

EXAME PREVENTIVO

Colo uterinoColposcopiaO exame preventivo do câncer do colo do útero - conhecido popularmente como a exame de Papanicolaou - é indolor, barato e eficaz. Ele consiste na coleta de material para exame de três locais: da parte externa do colo (ectocérvice), da parte interna do colo (endocérvice) e do fundo do saco posterior da vagina. Para grávidas se evita a coleta da endocérvice, para não estimular contrações uterinas. A fim de garantir a eficácia dos resultados, a mulher deve evitar relações sexuais, não usar duchas, medicamentos vaginais ou anticoncepcionais locais nos três dias anteriores ao exame. O exame não é realizado durante o período menstrual, exceto se for um período menstrual prolongado, além do habitual. A colposcopia permite examinar com mais detalhes o colo uterino, devendo ser realizada a cada 3-5 anos, dependendo dos achados e indicação médica.

SINTOMAS

O câncer do colo do útero só dará sintomas (sangramento e dor às relações sexuais) em fase já adiantada.
O câncer de colo de útero tem 100% de cura 
quando diagnosticado precocemente.

INFECÇÃO POR HPV NO COLO DE ÚTERO

Quais são os sintomas do câncer do colo do útero?

Não apresenta sintomas até atingir nível mais avançado, a partir daí existe corrimento avermelhado com consistência aquosa e sangramento durante relação sexual.

Qual é a relação entre HPV e câncer do colo do útero?

O HPV é o responsável pelo câncer do colo do útero, podemos dizer que praticamente 100% dos cânceres do colo do útero contêm HPV .

Então se tenho HPV necessariamente irei desenvolver câncer do colo do útero?

Isto não é verdade, a maioria da população sexualmente ativa (cerca de 75%) entra em contato com o HPV e elimina espontaneamente o vírus do organismo sem mesmo desenvolver qualquer doença. Outros terão uma infecção transitória com duração média de 12 a 18 meses e menos de 1% corre o risco de ter câncer do colo do útero.
Além do HPV , são necessários outros co-fatores para, por exemplo, predisposição genética, fumo, alimentação inadequada e estresse. A infecção pelo HPV não se transforma em câncer do colo do útero de um dia para outro, por isso não existe motivo para desespero e angústia. Quando o HPV causa lesão no colo do útero, esta lesão passa por três etapas antes de se transformar em câncer. Os médicos costumam chamar estas etapas de neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) grau 1, 2 e 3. O tratamento nestas etapas cura completamente a doença e impede a progressão para câncer, além de não interferir na capacidade de ter filhos da mulher.

Quais são os sintomas da infecção pelo HPV ou da NIC (neoplasia intra-epitelial cervical)?

A infecção pelo HPV ou NIC geralmente não apresenta sintomas, algumas pessoas desenvolvem verrugas genitais e outras lesões na vulva, vagina, colo do útero e ânus que se não tratadas podem evoluir para câncer do colo do útero. Estas lesões são diagnosticadas pelo Papanicolaou e através de exames chamados colposcopia, vulvoscopia e anuscopia.

Se as verrugas genitais não forem tratadas, podem evoluir para câncer do colo do útero?

O papilomavírus humano (HPV) pertence a uma ampla família de vírus e mais de 45 tipos diferentes podem infectar a pele dos órgãos genitais. Quase todos os tipos foram muito bem estudados e hoje se sabe que o grupo de HPV que causa lesão pré-cancerígena ou cancerígena (chamado grupo de alto risco oncogênico) não é o mesmo que geralmente causa as verrugas genitais (chamado de grupo de baixo risco oncogênico). Em 90-95% dos casos, as verrugas genitais são causadas por HPVdo grupo de baixo risco. Entretanto, não se deve postergar o tratamento das verrugas genitais, não apenas pelo aspecto estético desagradável , mas também pelo risco de crescimento em extensão e tamanho das lesões e alta contagiosidade (transmissão para parceiros).

Como posso prevenir o câncer do colo do útero?

Realizando Papanicolaou e colposcopia regularmente. O Papanicolaou detecta a presença de lesões em até 80% das vezes que ela está presente. Se houver associação do Papanicolaou com a colposcopia a detecção da lesão ocorrerá em praticamente 100% das vezes.

O que é Papanicolaou?

Também chamado pelos médicos de esfregaço cérvico-vaginal. O colo do útero é raspado com uma espátula e o material coletado (células) é colocado em uma lâmina de vidro. Este material recebe uma preparação especial e é lido por um médico citologista.

O laudo citológico pode ser fornecido utilizando várias nomenclaturas, veja o significado:
ClassificaçãoInterpretaçãoOrientação
PapanicolaouSistema de Bethesda  
Classe INegativo para células neoplásicas ou negativas para malignidadeNORMALRepetir exame em 1 ano ou conforme orientação de seu médico
Classe IIInflamatórioNORMAL, pode ter sido colhido na 2a fase do ciclo ou pode existir alguma inflamação tipo corrimentoRepetir exame em 1 ano ou conforme orientação de seu médico e tratar inflamação se necessário.
Atipia celular escamosaASCUSLeve suspeita de alteraçãoNecessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.
Atipia celular glandularAGUS - células glandulares atípicasSuspeita de alteraçãoNecessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia. Se a mulher não menstruar mais, é necessário investigação do revestimento de dentro do útero (endométrio).
Classe IIILSIL - lesão intra-epitelial de baixo grauALTERADONecessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.
Classe IIIHSIL - lesão intra-epitelial de alto grauALTERADONecessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.
Classe IVHSIL - lesão de alto grauALTERADONecessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.
Classe VSuspeita de câncerALTERADONecessário realizar colposcopia e se necessário biópsia dirigida. O tratamento será definido conforme o resultado da biópsia.

O que é Colposcopia?

É um aparelho de aumento que permite identificar com precisão o local e a extensão da doença. Além de mostrar o local mais adequado para realizar a biópsia, permite guiar o tratamento através de cirurgia.

Qual é o melhor exame o Papanicolaou ou a Colposcopia?

Os dois exames são complementares, eles não competem entre si. O Papanicolaou é um método de rastreamento, identifica a alteração, porém não diz onde ela está (em outras palavras, é como o telefone fixo que toca, mas não consegue identificar a chamada). A colposcopia é mais precisa, ela localiza a lesão (é como se fosse um bina de telefone, identificando o local da chamada).

O que são métodos de biologia molecular (captura híbrida, hibridização molecular)?

São métodos que pesquisam se existe material genético do HPV dentro das células do organismo humano. A positividade destes testes quer dizer que o organismo entrou em contato com o HPV , mas não consegue predizer quem irá desenvolver lesões. A captura híbrida é o teste mais utilizado na prática clínica e permite identificar dois grupos de vírus (de baixo e alto risco oncogênico) e a carga viral.

Existe tratamento para quem tem infecção pelo HPV, mas não tem lesões identificadas no Papanicolaou e na Colposcopia?

O médico apenas trata a doença causada pelo HPV como as verrugas genitais e lesões na vagina e colo do útero. A infecção pelo HPV diagnosticada por métodos de biologia molecular e sem lesões no Papanicolaou e Colposcopia, não precisa ser tratada e se chama infecção latente pelo HPV (em outras palavras poderíamos chamar que o vírus "adormece" dentro da célula não existindo replicação viral). Quem combate verdadeiramente o vírus é o sistema imune do indivíduo infectado. Em condições habituais, o HPV demora em média cerca de 10 meses (de 8 meses a 24 meses) para ser eliminado do organismo. Na infecção latente, não existe risco de passar o vírus para outras pessoas.

Mesmo após realizar tratamento das lesões induzidas pelo HPV (verrugas genitais e lesões do colo, vagina e vulva), os testes de biologia molecular continuam positivos?
Mesmo após a "cura" das lesões que o médico tratou, os testes de biologia molecular (hibridização molecular e captura híbrida) ainda ficarão positivos até o organismo eliminar totalmente o vírus, o que demora de 8 a 24 meses. Por isso não adianta ficar ansiosa e realizar exames muito frequentes, recomendam-se exames semestrais/anuais para controle após cura da doença clínica (verrugas genitais e lesões na vagina e colo do útero).

Quem tem infecção pelo HPV pode engravidar?

A infecção genital por HPV por si só não contra-indica uma gravidez, se existirem lesões induzidas pelo HPV (tanto verrugas genitais como lesões em vagina e colo) o ideal é tratar primeiro e depois engravidar. Se ocorrer a gravidez na presença destas lesões não existe maiores problemas, porém as verrugas podem se tornar maiores em tamanho e quantidade devido ao estímulo hormonal característico da gestação e existir maiores dificuldades no tratamento. 

Existe a possibilidade do HPV ser transmitido para o feto ou recém-nascido e causar verrugas na laringe do recém-nascido e/ou verrugas na genitália. O risco parece ser maior nos casos de lesões como as verrugas genitais, mesmo nestes casos o risco de ocorrer este tipo de transmissão é baixo.

Quem tem infecção pelo HPV, verrugas genitais ou NIC, pode amamentar?

Para que ocorra a transmissão do HPV são necessários o contato pele-a-pele e algum tipo de ferida para que o vírus penetre na pele (a situação ideal é a relação sexual, além do contato pele-a-pele, existe a fricção do pênis na vagina que acaba fazendo microtraumatismos - imperceptíveis a olho nu - que permitem a entrada do vírus na pele). Assim, se os seios da mãe não tem nenhuma lesão por HPV não existe nenhum risco de transmissão do HPV durante o aleitamento materno.

Quem tem neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) poderá preservar o útero e ter filhos no futuro?

Hoje, existe uma técnica cirúrgica, chamada de cirurgia de alta frequência, que é realizada com ajuda do colposcópio e retira apenas a lesão, preservando o tecido do útero sadio. Assim, a capacidade de engravidar não fica comprometida.

Qual é o melhor tratamento pra neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) grau 1?

Tudo dependerá do tamanho da lesão identificada através da colposcopia. Alguns casos necessitarão cauterização, outros apenas controle semestral com citologia e colposcopia, e outra pequena cirurgia local.

Qual é o melhor tratamento pra neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) grau 2 e 3?

Também depende do tamanho da lesão. A grande maioria das mulheres se beneficiará da técnica de cirurgia de alta frequência, onde se preserva o tecido sadio do útero, permitindo futuras gestações.

Existe alguma novidade no tratamento da NIC grau 2 e 3?

Os estudos continuam avançando, existem vacinas sendo testadas em cobaias animais. O tratamento mais moderno é cirurgia de alta frequência guiada pela colposcopia.

O que é ferida do colo do útero?

É um termo leigo, e não quer dizer realmente que existe uma ferida. É uma situação muito comum em mulheres jovens e após o parto, e está associada a picos hormonais. Os médicos chamam esta situação de ectopia. Alguns médicos recomendam cauterizar, outros apenas fazem controles. Se existir corrimento tipo clara de ovo ou corrimento de repetição é aconselhável realizar a cauterização.

O HPV pode causar câncer de boca?

A maioria dos casos de câncer de boca é causada pelo fumo e consumo de bebidas em grandes quantidades. Recentemente, pesquisadores americanos revelaram que alguns casos de câncer de boca podem estar relacionados ao HPV 16, o mesmo tipo que causa o câncer do colo do útero, sendo o vírus transmitido através do sexo oral. Mas, as pessoas não devem entrar em pânico com esta descoberta, pois o câncer na boca é raro e ter realizado sexo oral com parceiro infectado pelo HPV não quer dizer que irá se desenvolver câncer. Para que isto ocorra devem existir vários fatores associados além da infecção peloHPV , como fumo, consumo de bebidas alcoólicas e predisposição genética.
 Fonte : Copyright © 2002-2009, Centro de Prevenção de Câncer 'Clínica Prof. Dr. Renato Santos' 
Av. Rebouças, 2849 - CEP 05401-350 -  São Paulo - SP  -  F: 11 3062 8122 / 11 3061 0739
Este material pode ser reproduzido para fins educativos  |  Última atualização: 03/05/2013  /  Beleza,saúde e moda com styllo

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